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Essa seção é reservada para a divulgação de textos ou subsídios que complementem o olhar dos pais na educação de seus filhos. São materiais cuidadosamente selecionados pela Equipe do Colégio, porque estão em sintonia com nossa Proposta Pedagógica.

Nesse espaço você encontrará também curiosidades, experiências e/ou informações relacionadas ao desenvolvimento infantil e poderá também manifestar-se sugerindo temas ou enviando textos afins para contato@colegioprotons.com.br

 

Artigos:

Como escolher a escola do meu filho?

Algumas considerações sobre o desfralde.

 

Uma das grandes conquistas que a criança do Mini-Maternal geralmente vivencia é o processo de desfralde, que deve ser feito nessa época. Isto porque a literatura nos mostra que a criança está fisicamente preparada para o desfralde próximo aos dois anos de idade, ainda que seja particular de cada criança esse momento.

Embora algumas já possam identificar, antes disso, se fizeram xixi ou cocô e até solicitarem que seja retirada a fralda para utilizarem o banheiro, é em média próximo dos dois anos que os esfíncteres (músculos do ânus, vagina/pênis, responsáveis pelo controle de saída e retenção de fezes e urina) já estão maduros a ponto de permitir que o desfralde seja feito de maneira saudável e eficaz. Antes disso, é até possível que a criança consiga algumas vezes controlar os esfíncteres, porém pode falhar em alguns momentos e isso ser algo bastante frustrante.

O momento do desfralde é um marco muito importante para a criança. Tirar as fraldas não é coisa que se faça sem mais nem menos, só porque “ela tem que aprender”. É um processo que exige delicada atenção, para que não se torne uma das primeiras violências para a criança.

Mas... por que tirar as fraldas? “Porque os adultos resolvem?” “Porque está na idade?” “Porque sai muito caro comprar fraldas?” “Porque a criança já demonstra que não gosta de sentir-se suja ou molhada?” “Porque todo mundo tem de aprender?” “Porque se não souber usar o banheiro, não será aceita na sua escolaridade, ou seja, Creche ou Educação Infantil?”

Como se vê, várias justificativas podem ser lançadas para o início do desfralde, algumas simplesmente por motivos que facilitam a vida dos pais e outras que levam também em consideração alguns incômodos e aquisições da criança. No entanto, é forte o fator cultural. Afinal, a criança de 2 anos já não é mais um bebê, ou seja, começa a ser inserida num grupo maior, que é a sociedade, em que regras coletivas são levadas em conta, tendo a criança que começar a se adaptar a algumas delas. Existe sim então uma intromissão da sociedade, que educa para seguir suas regras. O fator cultural fica claro quando se compara a criança rural, deixada apenas de camisa ou blusa para aprender a urinar e evacuar no quintal, com a criança urbana fortemente pressionada a usar o vaso sanitário e às vezes até mesmo submetida a castigos se sujar ou molhar móveis e tapetes de sua casa.

Enquanto o bebê usa fraldas, a princípio ele urina e evacua de maneira instintiva e não controlada. Assim, quando sua bexiga ou intestino estão cheios, o organismo automaticamente elimina a urina ou as fezes. No entanto, pertos dos 2 anos de idade já é possível para a criança começar a sentir e a controlar os músculos do ânus e vagina/pênis (esfíncteres). A criança começa então a dar alguns sinais de que está começando a ter este controle: quando pode diferenciar se fez xixi ou cocô; quando avisa o adulto que fez xixi ou cocô; quando segura por algum tempo estas necessidades, mantendo por um período diferente do de costume a fralda seca, entre outros.

No entanto, vale ressaltar que não é apenas a parte fisiológica (dos músculos) que determina a evolução do desfralde. Poder controlar suas necessidades significa para a criança também poder controlar (ou às vezes perder o controle) de algumas coisas. Assim, agora o cocô ou xixi também são mais um meio de a criança perceber que deixa a mãe, o pai ou os cuidadores satisfeitos ou insatisfeitos e então ela pode começar a usar este artifício também como uma maneira de testar algumas coisas.

Para uma das linhas da Psicanálise, emocionalmente a criança sente que o cocô é uma de suas primeiras produções, ou seja, serve como algo que ela produz e “dá” para o mundo, que neste momento é representado pelas pessoas que estão próximas a ela. Assim, ela pode escolher quando dar e quando não dar. E às vezes, deixar o cocô ir embora poderia significar perder algo que é seu e, então, trazer algum sofrimento. No entanto, isso não ocorre de maneira consciente para a criança e não pode ser entendido, portanto, como teimosia ou algo parecido. Se a criança percebe que suas necessidades são recebidas com repulsa e nojo, isto pode dificultar a naturalidade do processo de desfralde.

É comum também que algumas crianças tenham muita dificuldade em usar o vaso sanitário no início do desfralde ou queiram fazer xixi ou cocô de maneiras bastante específicas ou apenas na fralda. Algumas vezes a criança recusa-se energicamente a usar o vaso sanitário, embora preencha todas as condições que citamos. E possível que ela tenha fantasias sobre suas fezes como algo que faz parte de seu corpo, que são sua propriedade e não possa deixá-las sob as ordens dos adultos. Também é possível que a criança tenha fantasias em relação às descargas de água da privada ou mesmo medo de ser levada por essa água; este é mais um motivo para o uso do troninho nesta fase de sua educação.

Estes comportamentos são naturais e nestas situações podem valer alguns incentivos na tentativa de mostrar à criança que “tudo bem” deixar as fezes e urina irem embora e que isso é natural e acontece com todos. Dar tchau ao cocô e/ou ajudar a dar descarga podem ajudar nesse sentido. No entanto, caso estas situações se prolonguem muito ou estejam sendo fator de muito sofrimento para a criança, é importante procurar auxílio para alguma orientação específica. Em algumas situações este medo deve ser respeitado e o processo de desfralde ser iniciado um ou dois meses mais tarde.

Para que a educação dos esfíncteres não se torne agressiva ou rígida, podendo vir a gerar sintomas emocionais na criança, algumas condições precisam estar presentes:

- que a criança tenha horários relativamente regulares para evacuação, já que o treinamento inicial é o do controle do esfíncter anal;

- que a criança tenha capacidade de perceber a sensação de estar precisando evacuar, ou seja, de estar com o intestino repleto, sem o que não poderá indicar essa necessidade, nem se dirigirá ao local habitual;

- que a criança tenha capacidade de identificar as fezes pelo nome familiar usado, tanto compreendendo a palavra dita pelos adultos, como sabendo dizê-la (“cocô” por exemplo);

- que o adulto tenha em mente que urinar e defecar são atos necessários e importantes para a saúde do bebê (e de todos) e que não deve demonstrar que se repugna com isso nesse primeiro momento. Deve orientar a criança com palavras simples, algumas vezes até elogiando o ato da criança de querer fazer cocô ou o próprio cocô;

- que o adulto compreenda que a evacuação fora do vaso sanitário é perfeitamente normal e não caso para punições. Para a criança, o cocô é algo que vem de dentro dela e representa um “presente” seu para o meio (principalmente para as figuras de amor da criança – mãe / pai / cuidadores);

- que a criança tenha capacidade de reter (segurar) as fezes voluntariamente por certo período de tempo.

- Importante: que a criança inicie o desfralde por completo, ou seja, na escola, em casa, na casa da avó... ao mesmo tempo. O fato de a criança ficar com a fralda em alguns momentos e em outros não, dificulta o processo, pois a confunde.

É importante saber que no desenvolvimento de todas as crianças existe uma fase intermediária em que a criança tenta evacuar, abrindo o esfíncter voluntariamente, mas não consegue defecar e logo depois levanta-se do vaso ou privadinha e evacua reflexamente, isto é, involuntariamente. Isto pode ser considerado “teimosia” pelos adultos, mas nada mais é do que uma etapa natural de seu aprendizado.

A imitação de outras crianças pode ser uma ajuda para este treinamento. A melhor posição para a criança defecar no início do desfralde é sentar-se bem equilibrada e próxima do solo, acocorada, o que facilita o esforço muscular de evacuação. Para isso, o urinol fixado em cadeirinha (popularmente conhecido como “troninho”) é o melhor utensílio. A criança não deve ser obrigada pela força a sentar-se, nem a permanecer longo tempo sentada.

Em média, dentro de dois a três meses a criança consegue aprender a evacuar no urinol e só então será ensinada a usá-lo também para urinar, sempre sem rigidez, sem uso de castigos e humilhações. A maioria das crianças aos 2 anos de idade completa o aprendizado do controle voluntário de evacuação e micção, no que se refere ao período diurno. O controle noturno geralmente não precisa ser ensinado, porque aparece com a maturação da bexiga, que passa a suportar um volume cada vez maior de urina e com a maturação social da criança, que passa a querer dormir sem fraldas, como os irmãos mais velhos ou adultos da família.

Em média, aos 3 anos e meio e em maioria aos 4 anos a criança controla voluntariamente sua micção durante a noite. É muito raro nessa fase que seja necessário acordar a criança para urinar à noite, com o objetivo de mantê-la seca.

Se essas restrições impostas pela cultura respeitarem a individualidade da criança, seu ritmo de maturação e sua vida de fantasia, não existirão riscos de problemas futuros em sua vida emocional. A rigidez, a exigência excessiva, a educação tentada sem consideração por suas capacidades, entretanto, configuram a primeira violência sofrida por muitas crianças.

Aqui no Colégio Prótons, estamos preparados para realizar o desfralde, levando em consideração todos estes cuidados. Assim que seu filho iniciar este processo é importante que:

- a equipe seja comunicada;

- sejam enviadas para a escola diversas opções de troca de roupa;

- que a criança tenha na mochila várias opções de calçado ou calçados de plástico ou borracha (tipo “Melissa” ou “Havaianas”), que possam ser lavados e utilizados após uma situação em que a urina escape;

- que a criança venha para o Colégio sem fraldas, com calcinha ou cueca;

Algumas sugestões para casa:

- evite dar líquidos após às 16 hs (dê estritamente o necessário, preservando a rotina de alimentação da criança);

- coloque o relógio para despertar e, por volta das 2 horas da manhã, com seu filho dormindo, coloque-o para urinar. O som de uma torneira aberta o incentivará a urinar mais rapidamente;

- retorne com seu filho à cama, se possível sem acordá-lo;

- pela manhã, quando seu filho acordar sequinho, deverá receber muitos elogios, que de forma gradual e acumulativa só irão reforçar o sucesso do desfralde realizado no Colégio e em casa.

Estamos à disposição para qualquer orientação ou esclarecimento.
Atenciosamente,
A Direção


MATERIAL ELABORADO POR:

• Flavia Romero Luz Pejon – Psicóloga e Orientadora Educacional do Colégio Prótons

• Roseli Aparecida Romero – Psicóloga, Diretora e Orientadora Educacional do Colégio Prótons

• Suelly D. J. Romero Luz – Pedagoga, Diretora e Orientadora Pedagógica e Educacional do Colégio Prótons


BIBLIOGRAFIA UTILIZADA:

“Manual de Psiquiatria Infantil” - J. de Ajuriaguerra - Profeseur au Coilége de Ffrance

“Coleção Ser Criança” - Rio Gráfica e Editora Ltda

“Coletânea de Textos” - Pediatria — Suplemento Feminino – O Estado de São Paulo.

“Série Mini Imagino - Seu filho de 3 anos - Orientação Pedagógica para os Pais.”


 

Bisnaguinhas, achocolatados, biscoitos recheados... Veja o que pesquisa revela sobre o valor nutricional destes alimentos no lanche das criança!
 

Bisnaguilhas, achocolatados, biscoitos recheados...
  Veja o que pesquisa revela sobre o valor nutricional destes alimentos no lanche das criança!

Fonte: Revista Veja – Edição de 2009 – 11 de Fevereiro de 2009

Link: http://veja.abril.com.br/110209/p_102.shtml

A Clínica Odontológica parceira ao Colégio Prótons, compartilha artigo sobre Selantes de Fóssulas e Fissuras.
 

Selantes de Fóssulas e Fissuras/></a><br />
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Fonte: Revista da APCD – volume 48 nº 5 – Setembro/Outubro 1994

Caso você tenha dúvidas ou outros temas de interesse na área de odontologia, mande e-mail para contato@colegioprotons.com.br .

Qual a importância das regras estabelecidas pela família e pela escola nos primeiros anos escolares?
  Revista Aprendizagem - p. 50


Fonte: Revista Aprendizagem – Editora Medo – Ano 2; nº 4 – Janeiro/Fevereiro 2008 - p. 50


O Colégio Prótons e os parceiros, profissionais abaixo, compartilham com a necessidade de cuidados com a higiene bucal do bebê.
 

Cuidados com a higiene bucal do bebê/></a><br />
                              <a href=

Fonte: Revista da APCD – volume 57 nº 6 – Novembro/Dezembro 2003

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